sábado, 3 de outubro de 2009

Ministério Público investiga tortura na delegacia de Barra Mansa


Barra Mansa
O Ministério Público está investigando a denúncia de uma suposta tortura que o preso Diego Cristiano da Silva José, de 23 anos, teria sofrido no final de julho deste ano por policiais dentro de uma das celas da 90ª DP (Barra Mansa), que, na época, era coordenada pelo então delegado Jardiel Mélo. Nesta quarta-feira (30), uma representante da promotoria da 2ª Vara Criminal do município explicou que não poderia dar nenhuma informação sobre o procedimento investigatório.
O preso foi transferido para um dos estabelecimentos prisionais do sistema penitenciário de Bangu, no Rio, e está sob proteção do Estado. O defensor público da 2ª Vara Criminal de Barra Mansa, Denis Praça, foi quem informou ao MP e à Corregedoria de Polícia Civil sobre o caso de tortura. Segundo o defensor, Diego passou a correr risco de morte depois da publicação, inclusive pela imprensa, sobre a suposta tortura, que considerado como crime hediondo. Por causa isso, o detento, que foi preso no dia 25 de julho por suposta de roubo, teve que ser transferido da 90ª DP por solicitação do defensor.
Embora Diego esteja acautelado no Rio, ele continua respondendo o processo pelo delito que é acusado na Justiça barramansense. Denis Praça explicou que, atualmente, seu assistido está sob a custódia da Secretaria de Administração Penitenciária. O defensor lembrou que em julho foi procurado pela mãe de Diego, que solicitou que ele visitasse o filho dela na cela da delegacia de Barra Mansa. A mulher relatou ainda que foi procurada por policiais, que queriam saber onde estavam os R$ 5 mil, dinheiro que teria sido roubado da casa de um juiz.
Marcas pelo corpo
Segundo Denis, na conversa que teve com Diego na cela da DP, foi informado por ele que tinha sido espancado. "O preso apresentava marcas feitas com brasas de cigarro por todo o corpo. Então, eu o orientei a não mais prestar qualquer depoimento em sede policial e informei a um inspetor que Diego Cristiano não mais prataria depoimento. Minha intenção era desestimular qualquer pressão que tivesse como intuito extrair qualquer informação de Diego - detalhou o defensor.
Denis lembrou que na ocasião um juiz indeferiu o pedido de realização do exame de corpo delito em Diego. Ele contou não imaginava que o pedido pudesse ser indeferido, já que em sete anos de carreira como defensor público, jamais tinha visto uma medida dessas.
- Fiquei certo de que eventuais hematomas existentes seriam detectados no exame, que só foi realizado no dia 3 de agosto, por determinação do delegado Jardiel Mélo - disse Denis, acrescentando que sua expectativa é de que os fatos sejam apurados como já

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